domingo, 27 de novembro de 2011

A fraude da Psicografia de Chico Xavier 

Chico Xavier era um homem bom, um homem sincero, e suas qualidades como ser humano
são dignas de serem apreciadas até pelos mais céticos, mas o que dizer da fraude chamada
psicografia?. A psicografia nada tem a ver com o além. É um transe. A questão é que, dado a
natureza da doutrina espírita e de outras práticas espiritualistas, certos distúrbios
neuropsiquiátricos e suas características associadas, podem ser vistas como positivas. Estas
doutrinas podem mesmo fornecer um ambiente acolhedor em que alucinações podem ser
facilmente integradas (e até fortalecer) as convicções dos envolvidos. É um ambiente que pode
tornar estas alterações neurológicas um fator de bom ajustamento social e não de
discriminação e segregação. O próprio sobrinho de Chico Xavier, Amaury Pena, disse que foi
treinado pelo tio para psicografar, porque estava sendo preparado para ser seu substituto.
Infelizmente, como todos sabem, Amaury morreu em um acidente de carro.
Psicografar é uma escrita inconsciente, automática. Se Chico Xavier tivesse sido um pouco
mais culto nunca diria que psicografava, principalmente por Emmanuel, senador romano dos
tempos de Cristo. Naquela época nenhum senador romano poderia se chamar Emmanuel, um
nome católico-cristão, que significa ''Deus-conosco''. Além disso, se Chico Xavier tivesse
psicografado um senador romano dos tempos de Cristo, então ele escreveria em latim, sua
escrita corrente.
São inúmeras fraudes atribuídas ao princípio da psicografia de Chico. Se examinarmos
corretamente a literatura psicográfica veremos que os textos ali citados são caricaturas pobres
dos reais autores históricos. O pensamento das psicografias (de Chico Xavier) é absolutamente
indigno ao pensamento dos autores a quem são imputados, e a forma em geral e a técnica
poética, ainda piores. Sem contar os inúmeros casos de parodia e repetição de temas, frases
inteiras, versos, além obviamente, de plágios.
O crítico literário Osório Borba, a pedido do ''Diário de Minas'' (10-VIII-58) resume assim sua
perícia crítica, apoiado também no II Congresso Brasileiro de Escritores (1947): ''Levo anos e
anos pesquisando. Catei números defeitos de várias espécies, essenciais ou de forma. A
conclusão de minha perícia é totalmente negativa. Aqueles escritos mediúnicos, por quem quer
que conheça alguma coisa de poesia ou literatura, não podem ser tidos como de autoria dos
grandes poetas e escritores a quem são atribuídos. Autores de linguagem impecável em vida,
aparecem assinando coisas imperfeitíssimas como linguagem e técnica poética. Os poetas
'desencarnados' se repetem e se parodiam, a todo momento, nos trabalhos que lhes atribuem
'mediunicamente'. Por exemplo Antero de Quental plagiando (!) em idéia e até em detalhes,
literalmente um soneto de Augusto dos Santos.
Chico não foi apenas iludido pelos chamados''espíritos de luz'', mas até hoje é um grande instrumento de ilusão, uma vez que para ser bom,
não há a necessidade de ser espírita. O espiritismo não fez de Chico quem ele era, mas o
prendeu a ser quem ele nunca deveria ter sido, isto é, Chico foi todos e não foi ele mesmo.
Incorporou inúmeros espíritos, mas perdeu o seu próprio espírito na angustia de dar uma
resposta ao mundo, que ele mesmo não possuía.

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